Plano de carreira: técnicas infalíveis comprovadas cientificamente

Plano de vida = Plano de carreira + propósito de vida

Passos para um gerenciamento de vida profissional e pessoal

Sucesso e realização profissional, carreira brilhante e satisfação individual, conciliando desejos pessoais com a realidade do mundo do trabalho: esse é o objetivo de jovens estudantes, de adultos, de profissionais e, muitas vezes, de recém-aposentados ao procurarem o serviço de orientação profissional e de carreira.

Tomando como referência esses objetivos, a partir das transformações no trabalho, este artigo visa fazer uma reflexão a respeito das escolhas que se deve fazer, das decisões a serem tomadas, dos caminhos e da bagagem que se deve levar ao caminhar para a busca de uma nova profissão.

Como uma jornada, serão descritos alguns passos para a elaboração de um plano de carreira consistente, viável e desejável, na medida em que se considere quem é a pessoa, o que valoriza, o que lhe dá prazer e alegria, com quem ela pode contar e, principalmente, aonde ela quer chegar.

Desejo de uma carreira que satisfaça é apresentado timidamente

Por outro lado, ocorre que frequentemente a demanda do plano de carreira é apresentada como um pedido urgente de ajuda para uma tomada de decisão relacionada às seguintes questões:

  • Escolha de um curso superior ou reopção;
  • Escolha de cursos de qualificação e complementação da formação para atender às exigências da atividade profissional atual;
  • Adaptação ao perfil organizacional;
  • Visibilidade no mercado para atrair novas oportunidades;
  • Conhecimento para adaptação às exigências do mercado de trabalho atual.

Ainda que as exigências do mercado venham à frente, o real desejo das pessoas, apresentado desde o início, nos primeiros encontros, é poder investir em uma atividade que lhes dê prazer e traga alegria. Trata-se de trabalhar, de alguma forma realizando seus sonhos.

Entretanto, esse desejo é apresentado timidamente, quase que dificultando a fala racional do indivíduo que, em geral, insiste em buscar orientação fora de si, tanto no mercado quanto no próprio orientador, como se estivesse buscando respostas prontas, vidas de fora, para anseios que apenas têm chances de serem atendidos com contribuições internas vindas da própria pessoa.

Investigação de como vem se dando a elaboração de plano de carreira

Frente a esse contexto, por opção metodológica, decidiu-se investigar como vem se dando a elaboração de plano de carreira, centrando-se no papel do orientador, ou seja, aquele que ata no atendimento de orientação profissional e de carreira.
A escolha do tema tem como base também o conhecimento e a ampla experiência profissional, sobretudo, na percepção intuitiva de ser esse estudo um exemplo paradigmático de apoio aos profissionais que estão elaborando plano de carreira.

Abordagens sobre sonhos, obstáculos e contos: quando o sonhar é permitido

Sonhar parece uma tarefa fácil, mas, quando seu tema é o sucesso profissional, percebe-se uma desvinculação de objetivos pessoais e profissionais.

Em uma abordagem diferenciada acerca de uma compreensão subjetiva da carreira, deve ser questionado o modo como o indivíduo percebe sua história pessoal, suas crenças e seus valores.

Por que não pensar no plano de carreira como parte de um projeto de vida?

4 pontos para refletir antes de iniciar seu plano de carreira

Ponto 1: Elencar atividades em ordem de importância

No atual quadro de mudanças em curso, antes de propor a elaboração do plano de carreira, propõe-se a reflexão a respeito de possíveis e desejáveis atividades para formação e experiência do indivíduo.

Primeiramente, sugere-se que se listem as atividades em ordem de importância. A seguir, pede-se que se dê uma nota de 0 a 10 para o grau de atração pelo projeto (desejabilidade) e uma nota de 0 a 10 para a probabilidade de êxito (viabilidade).

É importante ressaltar que se costuma obter como resultado um mapa de atividades totalmente viáveis, as pouco desejáveis.

Em minha recente pesquisa a respeito dessa atividade, constatou-se que 95% das propostas são viáveis. A análise de dados permitiu verificar também que 5% das propostas valorizam o desejo de realiza-las.

É possível interferir que tal percentual frequentemente é invertido quando se trata de atendimento a adolescentes que, ao realizarem a atividade, privilegiam atividades com grandes chances de trazer prazer na realização.

Planejamento de RH

Ponto 2: planejar e implementar um plano de carreira

Dessa forma, a orientação de carreira deve propor o planejamento e a implementação de um plano de carreira que considere sonhos, valores, potencialidades, possíveis obstáculos e desenvolvimento de habilidades específicas.

Essa base proporcionará ao indivíduo facilidade para enfrentar as permanentes transformações em sua vida, seja elas sociais, pessoais ou profissionais.

É importante salientar que, embora o planeamento profissional pareça perfeito, deve ser revisado regularmente, pois ele é tão dinâmico quanto é dinâmica nossa própria vida.

É preciso saber redirecionar a carreira sempre que necessário, principalmente quando surgirem novas oportunidades.

Ponto 3: permitir a autorrenovação

Nesse aspecto, os objetivos de vida evoluem naturalmente, à medida que as circunstâncias mudam e em que as dificuldades se apresentam. Uma promoção, um novo filho, um divórcio, um casamento, morte na família: todas são oportunidades para as pessoas repensarem seriamente o que deve ser mudado.

Mudanças fundamentais, algumas previstas, outras não, moldam o destino de quase todos. O desafio é usá-las favoravelmente, usá-las como oportunidades para autorrenovação.

Coaching

Ponto 4: estar sempre à procura de desafios

O conto dos patos
Antigamente, as pessoas diziam que todos os patos voavam. Todos os anos, antes da chegada do inverno, tinham que voar 8 mil milhas em busca de temperaturas mais amenas, fugindo do frio.

Certa vez, um homem, com pena dos patos pelo esforço que faziam indo e vindo todos os anos, resolveu aquecer os lagos. Fez isso e os patos não tiveram que partir naquele ano. Outros patos vieram, e ali se tornou um lugar com temperaturas agradáveis, e o voo de 8 mil milhas tornou-se desnecessário.

No ano seguinte, fizeram a mesma coisa, e os patos não precisaram mais voar. Como o tempo, suas penas ficaram atrofiadas, bem como suas patas e pernas. Perderam a capacidade de voar.
Nesse contexto, os obstáculos colocam as pessoas frente a novas situações. O resultado é que elas, diante das situações desfavoráveis acabam aplicando seus talentos a novos desafios.

Essas novas situações e a autorrenovação ficam lado a lado, seja em um novo cargo, em uma nova empresa ou em uma carreira completamente nova. Portanto verifica-se que mudar sempre parece arriscado no início, pois se troca o conforto das experiências conhecidas pela incerteza.

Em contrapartida, pode-se dizer que o maior risco contudo, é permanecer em situações em que há muito há não apresentam desafios.

Em um novo ambiente, é possível avançar e enfrentar novos desafios com nova energia; no ambiente antigo corre-se o risco de atrofiar.

Iniciando o plano de carreira, uma jornada em 6 passos

Primeiro passo: planejando uma viagem

Um projeto de coaching que cria um bom plano de carreira pode ser comparado ao planejamento de uma viagem. Primeiramente é preciso definir o destino. Se a viagem é curta, a bagagem pode ser simples, preparativos menos detalhados. É possível até mesmo correr riscos, não fazendo reservas e deixando a viagem fluir.

Deve-se considerar questões que abordam preferências, recursos, tempo, principalmente, o sonho de conhecer ou de retornar a um lugar prazeroso.

Assim, percebe-se que há vantagens e desvantagens em fazer acontecer e em deixar fluir. O mais sensato parece ser adotar a forma híbrida, a qual não engessa os planos e proporciona novas experiências.

Novas maneiras de entender o mundo levam à revisão de significados e à criação de novos sonhos. Assim, pode-se ir vivendo, de sonho em sonho, por toda a vida, criando e caminhando em direção aos sonhos, lembrando que a estrutura básica do projeto é fundamental para não se perder de vista a linha de chegada.

Liberdade de escolha

Segundo passo: um ponto de chegada, um propósito

Como um capitão, você também navegará os mares da vida com mais sucesso se ter um ponto no horizonte rumo ao qual se mover.
Isso significa traçar um ponto claro de chegada, ser explícito acerca de onde quer chegar na vida, em todas as suas dimensões:  carreira e família, comunidade e a si próprio. Significa, ainda, reavaliar essa direção, à medida q as circunstâncias de sua vida evoluem.

É importe ressaltar que o ponto de chegada deve ser pessoal. O sonho é pessoal, projetos de vida são pessoais. Antes de se definir o ponto de chegada, é necessário responder às seguintes questões:

  • Qual o significado de riqueza para você?
  • Quanto é o bastante?
  • Quanto tempo você deseja permanecer em sua carreira?
  • Existe alguma segunda, ou mesmo uma terceira, possibilidade de atuação no futuro?
  • Quanto está disposto a investir neste plano de carreira?
  • E a vida pessoal, cônjuge, filhos? Terá tempo para eles?
  • O que sucesso significa para você?

 

Essas são perguntas difíceis, mas fundamentais. Delas dependerá o modo como se sentirá daqui a 10 ou 20 anos. As respostas de um jovem em início de plano de carreira provavelmente serão diferentes se comparadas às respostas de um profissional com mais experiência, com amplo patrimônio líquido e filhos crescidos.

Entretanto, até ter definido explicitamente seus objetivos e suas aspirações de vida, as pessoas não podem, de fato, saber que tipo de concessões elas se supõe a fazer para alcança-los.

Terceiro passo: projeto ideal versus projeto real

Elaborar um plano de carreira com base nos sonhos não significa tentar atingir a perfeição, bem como não significa planejar uma carreira que privilegie apenas as atividades que se gosta de fazer.

Naturalmente, se for perguntado a um jovem, por exemplo, o que ele mais gosta de fazer, talvez ele responda: tomar cerveja na praia, ver TV, curtir a noite, ficar de “papo para o ar”. Porém, se ele quiser ser um pediatra, provavelmente terá que trabalhar de madrugada, ouvindo choro de criança.

Pensar em um projeto que considere o que se gosta de fazer não significa ter prazer o tempo todo. Qualquer que seja a atividade profissional escolhida, haverá sempre um preço a se pagar, algum esforço  e, por que não dizer, algum tipo de sacrifício a fazer.

Pensar em projeto ideal, então, é pensar em alguma atividade possível dentro das habilidades já adquiridas, no desenvolvimento de novas habilidades, no aprendizado constante, na utilidade da tarefa, nos retornos do trabalho e no respeito ao perfil pessoal.

Inspiração com base na história de Pigmalião
A mitologia também inspira pessoas nesse tema, como a história de Pigmalião, o qual conheceu a mulher perfeita.

As formas de seu corpo e a suavidade de sua face se complementavam e eram totalmente harmoniosas. Não havia nela nenhuma curva tão pronunciada que a tornasse exagerada nem tão sutil que a fizesse passar despercebida. Nenhum exagero.

Havia perfeita sinergia entre majestade e sensualidade, suavidade; de beleza indescritível, sorriso enigmático e olhar ligeiramente perdido. Nem um defeito sequer. Apenas um detalhe afastava Pigmalião da felicidade de usufruir tal companhia: aquela mulher era uma estátua esculpida por ele mesmo e pela qual se apaixonara.

Pusera nela toda a perfeição permitida pela arte. Com base nessa história da mitologia grega, reflete-se o comportamento humano em busca de modelos ideais de vida e de seu sofrimento por não conseguir transformá-los em realidade.

Daí decorrem as divergências entre o ideal e o real. Para a maioria das pessoas, esse gap é absorvido por uma estrutura de personalidade capaz de lidar com frustração. Para outras, é motivo de paralisação ou desistência.

Decerto que o bom é inimigo do ótimo: quem não se contenta em fazer certo, querendo sempre fazer perfeito, não consegue produzir pragmaticamente.

Com amor, há possibilidades
Pigmalião não desistiu. Perdido de amor por aquela mulher, foi à luta. Não se paralisou diante do obstáculo aparentemente intransponível. Tentando transformar sua expectativa em realidade, procurou Afrodite, deusa da beleza e do amor, a qual concordou em dar vida à escultura, transformando-a em uma mulher de verdade.

A história de Pigmalião inspira as pessoas a não serem medíocres abrindo mão de projetos, de sonhos e de realizações. Inspiradas a aceitar seus limites e viver em um mundo realista, sem abrir mão de seus sonhos.

Sonhar é preciso!
Mudar para melhor, permanentemente, é a única forma de escapar da mediocridade, que faz as pessoas não exercerem a função de protagonistas, mas apenas de espectadores da própria vida.

A vida das pessoas é parecida com essa história. Quando imaginam e agem com amor, dedicação, determinação, habilidade, competência, ética e lógica, elas tem condição de torar sua imaginação realidade.

Foco

Quarto passo: missão e visão do plano de carreira

Missão e visão

Antes de começar a elaboração de um plano de carreira, devem ser respondidas algumas questões básicas: Qual seu sonho? Aonde você quer chegar? Qual é sua missão?

A missão 

É aquilo que as pessoas querem ser na vida. É aquilo que as aproximam de seu ideal. Não importa que seus sonhos mudem; importa que a vida tenha significado e faça sentido. Não importa que tais sonhos sejam totalmente realizados; importa que existam, pois sua existência dá sentido à vida, e não a sua realização.

A pessoa deseja ser feliz? Esse é um grande sonho. Provavelmente, o maior sonho. É seu guia, seu direcionador.A resposta para a primeira pergunta do plano de carreira de uma pessoa deve estar contida em uma missão de vida. Dela sairão as outras respostas para as visões de curto, médio e longo prazos, para enfrentar os obstáculos, para se determinar, a dada dia, a linha de chegada.

A visão

Ela é aquilo que se quer ser em determinado período de tempo. É a visão que permite às pessoas sonhar, mas com “os pés no chão”, na realidade.

Há os que sonham e sonham com seus sonhos, passando a vida a curti-los, mas pouco fazem para realiza-los, pois dão-se por satisfeitos em levar a vida conforme “a Vontade de Deus”, ao sabor do acaso e das oportunidades que eventualmente aparecem.

Por outro lado, há os que sonham e não se contentam em sonhar; transformam seus sonhos em visões claras, em objetivos e vão à luta.

Criam recursos, desenvolvem competências e preparam-se para as oportunidades que vierem. Há pessoas capazes de competir, e essas são as competentes; há pessoas capazes de construir novos cenários, e essas são as que estão além da competência.

Dessa forma, é preciso ser competente, ou melhor, metacompetente, não apenas para atender especificamente às exigências do mercado de trabalho, mas também para elaborar seu projeto de vida, baseado em suas visões, sem nunca perder de vista sua missão.

Sendo que a missão, o sonho maior, não é apenas uma meta, é uma maneira de enxergar a vida. É ela a responsável pelo verdadeiro significado dos detalhes do percurso, da alegria da chegada.¬¬

 

Propósito

Quinto passo: lições para um modelo de plano de carreira eficiente

Uma grande referência é Vicky Block, ele sugere o Plano de Carreira em 10 lições a seguir:

1. Faça duas perguntas essenciais: Quais são meus talentos? O que me dá prazer? Segundo a autora, quanto mais você aproximar uma coisa da outra, maiores serão as chances de realização.

2. Siga sua vontade e não dos outros: pense no que você gostaria realmente de ser, e não no que os outros gostariam que você fosse. Planeje um futuro que combine com suas aspirações e com seus talentos.

3. Seja realista: não liste um número exagerado de objetivos, impossíveis de serem realizados no tempo estipulado.

4. Estabeleça prioridades: em vez de planejar o aprendizado de dois idiomas nos próximos cinco anos e fracassar em ambos (afinal, a vida das pessoas não se limitará a estudar línguas), concentre-se naquele que é mais importante para seus objetivos.

5. Aposte na autocrítica: somente quem conhece bem as próprias necessidades de aprendizado e desenvolvimento consegue ir direto ao ponto para se aprimorar.

6. Lembre-se de que o futuro começa agora: o planejamento não pode ser dissociado de sua situação atual. Informe-se sobre os planos da empresa em que você trabalha e analise os rumos de sua área de atuação.

7. Seja flexível: esteja sempre pronto para reavaliar seus planos a partir de um acontecimento significativo que não estava no script.

8. Amplie suas perspectivas: já que está se falando do futuro, não se esqueça de que há muitas formas de trabalho além da vida corporativa. Uma pessoa pode ser consultor, professor, empreendedor, entre outros.

9. Jogue conversa fora: compartilhe seus planos pessoais com o marido ou com a esposa, com um parente ou amigo. Troque ideias sobre o futuro da carreira com pessoas que conheçam sua área de atuação e tenha mais experiência. Cultive e amplie sua rede de relacionamentos.

10. Revisite seus planos anualmente: faça uma revisão anual e transfira o que for preciso para sua agenda. Um exemplo: se uma das decisões é ter uma vida mais saudável, anote em todas as segundas-feiras o lembrete “fazer exercícios três vezes nesta semana”.

Sexto passo: construindo um plano de carreira na prática

Quando ao que considerar na construção de um plano de carreira, uma pessoa precisa ter o seu projeto. Se ela não tem um projeto, certamente está trabalhando para o projeto de alguém. Um projeto deve considerar:

a) O sonho: o que quer ser na vida? Aonde quer chegar?

b) O perfil e o jeito de ser: escolher uma profissão significa escolher um estilo de vida.

c) A saúde: sem energia ficará difícil enfrentar os osbstáculos do caminho e susufruir de cada conquista;

d) Ambição: quanto a pessoa quer a ganhar? Muito para sobrar, o suficiente para o básico?

e) O desenvolvimento: de que maneira a atividade vai torna-lo uma pessoa melhor?

f) Os stakeholders: pessoas importantes para você, pois elas impactam e são impactadas por suas decisões.

g) As habilidades: atividades realizadas com maior facilidade.

h) A motivação: disposição para enfrentar dificuldades, obstáculos e persistir.

No que concerne ao item “descubra quem é você” é o primeiro passo no projeto de vida da pessoa o (recurso humano) vital é ela mesma. Por isso, saber quem você é marca o ponto de partida.

 CTA_fale com um consultor

4 Tarefas para colocar o seu plano de carreira no papel

Tarefa 1: Descubra quem é você

Essa não é uma tarefa fácil, mas as perguntas a seguir ajudam nessa reflexão:

  • Quais são meus valores básicos?
  • Quais são meus pontos fortes?
  • No que preciso melhorar?
  • Quais as oportunidades que poderei aproveitar?
  • O que ameaça meus planos?
  • Quanto do meu tempo eu vivo no passado, remoendo ou analisando fatos que já ocorreram?
  • Da mesma maneira, quanto ado meu tempo vivo no futuro, imaginando, sonhando, esperando e planejando?
  • E quanto ao presente?

Etapa 2: Escreva seu plano de carreira no papel

Primeiro passo é colocar sua missão no papel.

O segundo passo é que, se a visão do sonho pessoal é cristalina, otimista e motivadora, ela facilmente se traduzirá em uma missão pessoal que o lançará em direção às suas metas.

Fazer parcerias é o terceiro passo. Sozinho, não é possível construir uma missão pessoal. O sucesso profissional depende da qualidade das interações que se estabelece com seus stakeholders, ou seja, com as pessoas que apoiam, influenciam e são influenciadas pelas suas ações: pais, chefes, parceiros, amigos, parentes, entre outros.

No que concerne ao quarto passo (crie uma visão para sua vida), agora que a pessoa já sabe quem é, qual é sua missão e quem pode lhe ajudar a cumpri-la, é hora de estabelecer que metas você pretende atingir em determinado período de tempo. Inicie com a visão de curto prazo, fazendo projeções para daqui a três anos.

A visão para médio prazo ou dos próximos 10 anos assegura a continuidade e ajuda a visualizar o caminho a ser percorrido mais adiante. A perspectiva de longo prazo, que vai até a aposentadoria, fornece a visão global de realizações a serem alcançadas Por fim, pense nos anos dourados. Afinal. Uma pessoa também precisa viver bem essa etapa de sua vida.

O quinto passo diz respeito ao gerenciamento do tempo. Uma boa maneira de gerencia  bem o tempo é diferenciar os assuntos importantes dos urgentes, Importantes são as atividades relacionadas aos projetos que têm influência  direta sobre os resultados que se deseja alcançar. Urgentes, mas não importantes, são assuntos que devem ser delegados, reorganizados ou deixados para depois.

“Administre suas finanças” é o sexto passo.Esse trabalho inclui planejamento, estimativa, orçamento e controle. Determine quais recursos (monetário, humano, material e intelectual) serão necessários para cada tipo de atividade relacionada a seu ponto. Estime custos, faça orçamentos, controle e busque, se necessário, uma renda adicional.

No que diz respeito ao sétimo passo – conte com os riscos – é importante enfatizar que a pessoa deve procurar identificar riscos, tentando prever de onde podem vir. Adquirir um bom plano de saúde e apólices de seguro podem ajudar a lidar com algumas ameaças.

Finalmente, o último passo – junte todas as peças é aquele em que é preciso fazer com que todos os passos sejam gerenciados ao mesmo tempo. Já que mudanças de planos são inevitáveis, faça planos flexíveis, capazes de adaptação, sem perder qualidade.

Não há projeto viável sem parcerias

Há grande importância em se cultivar uma boa rede de relacionamentos, quando uma pessoa tem uma boa rede de relacionamentos, não precisa, nem deve, pedir trabalho. As oportunidades chegam até ela.

É muito indicado pedir conselhos, orientações, informações, sugestões e aproximação. A aproximação vem por último, como consequência da conduta, mostrada pelas atitudes anteriores de busca de conselhos e de investimento na área de interesse.

É preciso ter em mente que as pessoas que relacionam conosco, esperam de nós algo muito semelhante que os profissionais esperam:

  • Habilidade para lidar com o incerto e com o inesperado;
  • Sobriedade, educação, comedimento nas interações;
  • Confiar no próprio potencial;
  • Capacidade para se colocar no lugar do outro;
  • Manter a energia, o foco e o compromisso.Adaptação constante.

A Faith Popco, em parceria com a Revista Executiva, descreve um modelo para que uma pessoa possa desenvolver seu projeto: o “Click”.

C=coragem, L=Liberdade, I=insight, C=Compromisso, K=know how.

Abrace a ideia o mundo muda e escolha seu lugar nele. Deixe para trás todos os seus medos. Olhe o mundo com olhos diferentes.

Mantenha-se firmemente comprometido com seu projeto. Estude, prepare-se: não se conforme com a mediocridade.

Coisa: técnica para melhorar o networking em sua carreira

Bônus

Tendo em vista a reflexão e a análise dos conteúdos tratados, pode-se dizer que a sociedade contemporânea está passando por períodos de crescimento e de mudanças que levam as pessoas a buscarem por novas oportunidades de crescimento e prosperidade.

O delineamento da discussão de plano de carreira como plano de vida, longe de se resumir a um mero debate sobre passos para um gerenciamento de vida profissional e pessoal , encontra suporte nas crescentes preocupações dos consultores, relacionadas à busca de uma melhor posição para essas pessoas no cenário competitivo contemporâneo.

Considerando a jornada de quem busca sucesso profissional, esta é realizada com base na inserção ou reinserção no mercado de trabalho, sendo marcada cada vez mais por um tempo de espera maior, exigindo planejamento, estratégia, esforço e foco nos objetivos.

Youtube

Mercado de trabalho atual

De forma específica, o tempo de espera para profissionais em processos de transição no mercado é em torno de seis meses com acompanhamento de um serviço especializado. Esse tempo tende a dobrar quando não há um suporte especializado.

Os diversos estudos realizados destacam também que a busca por emprego não em sido uma das tarefas mais fáceis.

Uma das explicações possíveis pode ser, que para obter maiores chances no mercado, o profissional precisas descobrir os setores que oferecem maiores chances no mercado, o profissional precisa descobrir os setores que oferecem maior demanda, bem como conhecer e entender como acontecem os processos de recrutamento e seleção que, por sua vez, se tornaram cada vez mais complexos e demorados.

Propósito de vida x prestígio e riquezas

Deve-se destacar que os resultados desse estudo permitiram verificar que, na busca pela realização profissional e nas conquistas realizadas pelas pessoas, normalmente elas não estão felizes com o que são, que conquistaram e, muito menos, com o que têm.

Entretanto, destaca-se que alguns profissionais conseguem prestígio, reconhecimento, riquezas, mas se sentem sozinhos, tristes, inseguros e infelizes, refletindo e impactando o verdadeiro sentido de satisfação e sucesso, que é sempre pessoal.

Esses profissionais vão, ao longo do tempo, em direção a objetivos desvinculados dos propósitos pessoais que guia sua existência. Assim, esquecem qual é a missão de sua vida, seu sonho maior.

Considerações finais

Sendo assim, a preocupação dos orientadores passa a ser ajudar o profissional em sua jornada, ressaltando-se a elaboração de um plano de carreira estruturado.

Enfatiza-se que as pessoas têm perfis diferentes e, portanto, objetivos diferentes: não há plano de carreira igual.

A definição do plano de carreira apenas pode ser feita se colocados de lado os estereótipos de mercado e se privilegiado o autoconhecimento.

Mais do que planos de carreira, são projetos de vida.

 

YOUTUBE Milta Rocha

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *